Oligoterapia – os metais têm importância na nossa saúde

Dentre os chamados tratamentos naturais é conveniente incluir o uso de certos metais conhecidos, agora, sob a denominação geral, que se tornou clássica, de oligoelementos.

Sua ação sobre o organismo se dá, sobretudo no sentido de catálise. Esse fenômeno natural desempenha um papel capital ao intervir no aumento de velocidade das reações orgânicas do indivíduo.

 

Definição dos oligoelementos

Podemos aplicar aos oligoelementos a seguinte definição: “são substâncias que, por sua simples presença – sem que, contudo, elas pareçam participar – produzem reações que não aconteceriam sem elas, ou necessitariam de condições completamente diferentes e, muitas vezes, dificilmente realizáveis”.

Ha alguns anos, as pesquisas científicas haviam permitido constatar, no próprio seio dos tecidos dos organismos vivos, a presença, em doses muito fracas, de agentes físicos ou químicos de função catalítica. Essas substâncias, em quantidades mínimas mas qualitativamente indispensáveis ao equilíbrio biológico do indivíduo – que, antes de um conhecimento mais amplo eram representadas apenas pelas vitaminas -, encontram-se agora completas em seu número e em sua ação pela contribuição relativamente recente de metais e meraloides, entre os quais o ouro, a prata, o cobre, o magnésio, etc., reduzidos ao estado coloidal, cuja ação sobre os processos biológicos do ser humano revelou-se de capital importância.

Esses oligoelementos representam para o organismo substâncias que lhe serão uteis em determinados casos, porém indispensáveis em outras, em particular no decorrer de agressões patológicas.

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História do tratamento com oligoelementos

Todo ser vivo, como demonstrou Lavoisier, é essencialmente constituído por quatro elementos fundamentais: o carbono, o hidrogênio, o oxigênio e o nitrogênio. Desde o fim do século XVIII, os pesquisadores enumeraram cerca de 28 elementos que entram na composição física dos organismos animais e vegetais, 11 deles fornecem sozinhos os 99% do peso do corporal; os outras 11 são representados apenas por seus vestígios, tendo, portanto, pequena importância ponderal. A esse título tinha-se considerado esses oligoelementos como desprovidos de qualquer significado fisiológico.

Foram necessários os trabalhos de Raulin, discípulo de Pasteur, sobre o aspergillus, os dejávillier, sobre esse mesmo fungo, e, sobretudo, as pesquisas de Gabriel Bertrand, para que se atribuísse a essas substancias, de início tratadas como negligenciáveis sua verdadeira importância dentro da economia de trocas do organismo.

Esse último autor pode demonstrar a ação equilibradora dos metais e dos metaloides sobre o comportamento biológico do indivíduo e sua função no desencadeamento das mais variadas reações. Na verdade, para citar apenas um exemplo, ao trabalhar sobre a lactase – enzima que converte a lactose, ou açúcar de leite, em glicose e galactose – G. Bertrand havia demonstrado que esse processo só podia ser realizado em presença de uma quantidade infinitesimal de manganês e de cobre. Esta descoberta foi muito frutífera, pois permitiu, de fato, compreender que a energia resultante da combustão dos alimentos ingeridos representava apenas uma fraca porção da dinâmica que constitui as bases da própria existência.

Partindo desses dados, o doutor Jácques Ménétrier dedicou-se, a partir de 1932, ao estudo e à experimentação desses oligoelementos para determinar seus efeitos terapêuticos. Suas pesquisas, como na homeopatia, sempre baseadas na observação minuciosa do doente e de suas reações fisiopatológicas, levaram-no a reconsiderar o problema do terreno biológico e, como ele próprio disse, a “abordar mais corretamente a parte humana das doenças”.

Graças às possibilidades experimentais trazidas por J. Sutter, cujo pai, o doutor J. U. Sutter já havia demonstrado as atividades terapêuticas de certos metais, o doutor Ménétrier pôde então aprimorar não apenas a noção de terrenos, tal como os concebia em relação aos oligoelementos como também determinar a ação desses elementos sobre as doenças, levando em consideração o terreno.

 

O que veremos em oligoterapia

A noção de terreno na oligoterapia;

Propriedade e ação dos oligoelementos;

Principais indicações terapêuticas dos oligoelementos;

O interesse da oligoterapia;