Onde encontrar, conservar e como utilizar as plantas na fitoterapia

Antigamente, os hospitais e os conventos não deixavam de reservar vastos canteiros para a cultura racional de plantas medicinais que, uma vez colhidas, eram estocadas nos locais onde se fazia o chá e onde se preparavam as variadas formas de aplicação desses vegetais de virtudes curativas.

Hoje, encontramos uma verdadeira coleção de plantas medicinais tanto nas farmácias quanto no erveiro. A primeira pode pôr à disposição dos doentes, extratos de plantas nas mais variadas formas como alcoolaturas, xaropes ou tinturas. O erveiro, especialista em plantas, pode fornecer as plantas e ervas que permitem, em seguida, preparar em casa os chás ou as infusões que nos poderão ser necessários; além disso, ele pode conseguir plantas frescas quase sempre difíceis de se distinguir e selecionar quando crescem em seu meio natural; por fim, ele pode principalmente advertir contra o uso de vegetais como a beladona, a arnica ou a dedaleira, cuja ação forte demais e emprego intempestivo podem ser tóxicos.

 

Como Conservar as Plantas?

Se tratar de plantas que se apresentam sob a forma de preparações farmacêuticas como tinturas, alcoolatos, extratos, intratos, xaropes ou vinhos medicinais, não existem o problema de sua conservação, uma vez que os princípios ativos dos vegetais encontram-se, por assim dizer, estabilizados. Quanto às plantas secas ou em estado natural, é preferível conserva-las ao abrigo da umidade e da luz; aconselha-se, aliás, para garantir a frescura e a ação terapêutica, não as estocar em casa e, de preferência, recorrer às casas especializadas.

 

Sob que Forma Devem-se Utilizar as Plantas

As plantas e os remédios que são feitos a partir delas possuem inúmeras formas, cada qual com seu interesse terapêutico particular, suscetível de se adaptar ao gosto e à comodidade do usuário.

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Como agem as Plantas Medicinais?

As plantas medicinais, assim como todos os vegetais, extraem os elementos nutritivos necessários ao seu crescimento do solo e do ar.

As raízes absorvem na terra a água repleta de produtos minerais. As folhas, sob a ação do sol, assimilam o gás carbônico do ar para convertê-lo em clorofila, açucares e outras derivados. Segue-se uma série de reações químicas que transformam os elementos primários absorvidos pela planta. Conforme o tipo de solo, de clima e de planta, daí resultam, em proporções variáveis, sais minerais, tanino, mucilagem (elemento viscoso), vitaminas, pectina, substâncias gordurosas, substâncias amargas, clorofila, essências e produtos medicamentosos.

Esses produtos medicamentosos foram elaborados naturalmente e são associados a outros elementos que, frequentemente, completam ou reforçam sua ação, e estão presentes apenas em pequena proporção, evitando ou limitando os riscos de toxicidade e a reação secundaria. Por outro lado, são também menos ativos menos radicais e só agem bem progressivamente.

Uma conclusão se impõe: medicamentos farmacêuticos e plantas medicinais não se destinam ao mesmo uso. As plantas medicinais são de pouca utilidade em caso de crise aguda. Elas são indicadas para um tratamento preventivo, de manutenção, de regeneração, e podem ser preciosos auxiliares da ação de um medicamento forte.

Resta saber se as crises agudas são uma coisa corriqueira no cotidiano.

É realmente necessário tratar-se tão frequentemente de um modo enérgico a despeito de um equilíbrio fisiológico que continua sendo a mais segura garantia de saúde?

Quando utilizar a fitoterapia

Qualquer medicamento, seja qual for à forma que apresente, pode ser considerado sob três aspectos e três finalidades: prevenção das doenças, tratamento de urgência e intervenção do remédio num tratamento geral.

O mesmo ocorre com as plantas consideradas remédios. A ação preventiva deve ser desenvolvida nos indivíduos que, sem serem considerados verdadeiros doentes, estão, contudo, sujeitos a certos distúrbios que permitem prever a eclosão mais ou menos próxima de um estado patológico mais sério.

Quanto à ação curativa do vegetal, recorreremos a ela sempre que o aparecimento de sintomas bem definidos necessitarem de um parecer médico e de um tratamento adequado; a planta será tanto a única terapêutica empregada quanta um medicamento auxiliar, associada então a outros remédios naturais.

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